top of page

POSTS RECENTES: 

SIGA

  • Facebook Clean Grey
  • Twitter Clean Grey
  • Instagram Clean Grey

Figurino Pantera Negra

  • 27 de mar. de 2018
  • 6 min de leitura

Ruth E. Carter tinha uma grande missão em mãos com o filme Pantera Negra da Marvel, apesar de já ter criado figurinos em mais filmes e séries históricas afro-americanas do que qualquer outro figurinista e de ter se destacado em grandes longas como Malcolm X, O Mordomo da Casa Branca e Selma ninguém esperava o sucesso de Carter com super-heróis.


Ruth, porém contou a Vogue que apesar de ter trabalhado com personagens um pouco diferentes do que está acostumada sente que projetou super-heróis toda a sua vida "Malcom X era um super-herói. Tina Turner era uma super-heroína. Martin Luther King era um super-herói".



Em seu mais recente projeto, ela gerenciou uma equipe de mais de 100 compradores na África do Sul, Nigéria e Coréia do Sul, além de joalheiros, ferreiros, pintores de tecido e alfaiates em Atlanta e nos estúdios em Los Angeles, a fim de trazer a terra da fantasia de Wakanda para a vida.


E a verdade de Pantera Negra está em trazer mulheres fortes dentro e fora das telas, representação e valorização da cultura africana mesmo nos bastidores. Ruth criou uma nova categoria de estilo o afro-futurista.


"Eu selecionei as coisas de tribos indígenas e as implementei em um modelo futurista", explica Carter sobre os trajes desenvolvidos. “Como a cultura que o diretor Ryan Coogler criou é única, eu pude combinar elementos de muitas tribos africanas - incluindo a cor vermelha, a forma triangular, anéis de pescoço e miçangas - sem se preocupar com a apropriação cultural”.


"Eu não gosto quando vejo representações de povos indígenas africanos que são irrealistas, ou que apresentam uma visão errada do que é a África - uma visão mais sombria e negativa disso" explicou Carter e justificou que esperava com esse figurino dar às pessoas um “contexto real” da África do Sul.


As marcas de chevron na armadura do clã guerreiro feminino conhecido como Dora Milaje, imitam a geometria sagrada e as imagens encontradas nas obras de arte africanas. As contas empilhadas sugerem o estado civil do usuário, e os pequenos talismãs no tabardo da frente do combatente - uma boneca de fertilidade, um pedaço de jade ou ametista, talvez - simbolizam o conjunto de habilidades e a espiritualidade do usuário. "Imaginei que haveria artesãos wakandenses especiais encarregados de criar a armadura de Dora Milaje", esclarece Carter. “Uma vez que uma garota alcançasse aquele nível especial de luta, os artesãos criariam sua armadura sob medida e a apresentariam em uma cerimônia.”



A cor vermelha das armaduras das guerreiras reflete as cores fortes e audaciosas que Carter viu nas suas viagens na África do Sul. "Eu queria melhorar o tom do vermelho, por isso, se você viu quatro lutadoras de pé juntas, quatro sentiram como 10, por causa da força e natureza saturada da cor." O couro rico, atado e amarrado com fio pesado para formar uma texturizada segunda pele, foi cuidadosamente trabalhado usando uma técnica de séculos de idade, que ela descobriu durante a pesquisa.



Nakia, personagem de Lupita Nyong'o, teve seus figurinos pintados a mão por artesãos para chegar aos diferentes tons de verde da tribo de seu rio. E se há figurinos onde foram usadas técnicas do passado, há também os inovadores. “Pegue a rainha Ramonda, interpretada por Angela Bassett. Ela é a líder de uma nação com visão de futuro que tem mais tecnologia do que em qualquer outro lugar, então seu traje teve que ser grandioso." Seu manto de ombro foi feito de fibras especiais forjadas na maior impressora 3-D do mundo na Bélgica. Sua coroa, foi feito de tecelagem tecnológica, “tinha que ser totalmente cilíndrica, assim, diferentemente dos uniformes artesanais de suas forças armadas, ela se destacaria por sua pura perfeição”.



Carter começou sua pesquisa em junho de 2016, as filmagens começaram em janeiro de 2017 e foram encerradas em maio de 2017. “Muitas coisas nunca haviam sido feitas antes e nos estágios do protótipo”, ela continua, enquanto “grampos e fivelas que nós agonizamos por autenticidade poderiam ter sido feitos com Velcro”.



Porém tamanha dedicação promete render a Carter um grande reconhecimento por seu trabalho, se as previsões do setor estiverem corretas ela tem grandes chances de ser indicada ao Oscar em 2019, o que a colocaria na fila para ser a primeira mulher a levar para casa o prêmio de melhor fantasia em um filme de super-herói. “No clima atual,” ela reflete, “os super-heróis dão esperança às pessoas.” Vale acrescentar que, se Carter ganhar, ela será a primeira mulher afro-americana a ganhar um Oscar pela primeira representação cinematográfica de um super-herói negro. Mais uma vez Pantera Negra mostra a importância de seu reflexo na sociedade atual.


Black Panther Costume

Ruth E. Carter had a complicated mission at hand with Marvel's Black Panther, although she has already created costumes in more African-American films and historical series than any other costume designer, working in films such as Malcolm X, The Butler and Selma no one expected Carter's success with superheroes.


Ruth, however, told Vogue that despite working with characters a little different from what she is used to, she felt as if she had designed superheroes all her life "Malcom X was a superhero. Tina Turner was a superhero. Martin Luther King was a superhero."


In her latest project, she has managed a team of over 100 buyers in South Africa, Nigeria and South Korea, plus jewellery makers, mould makers, blacksmiths, fabric painters and tailors on set in Atlanta and in studios in LA, in order to bring the fantasy land of Wakanda to life.


And the truth of Black Panther is in bringing strong women on and off the screens, representation and appreciation of African culture even behind the scenes. Ruth created a new category of style, the Afro-Futurist.

“I selected things from indigenous tribes and implemented them in a futuristic model,” Carter explains of the pioneering costumes that are rooted in African tradition. “Because the culture that [director] Ryan Coogler created is unique, I could combine elements of many African tribes - including the colour red, the triangle shape, neck rings and beadwork - without worrying about cultural appropriation.”


“I don’t like it when I see depictions of indigenous African people that are unrealistic, or speak to the wrong view of what Africa is – a darker, negative view of it,” explained Carter and justified that she hoped to give people a "real context" of South Africa.


The chevron marks on the armour of the all-female warrior clan known as the Dora Milaje, for example, mimic the sacred geometry and imagery found in African artwork. The stacked beadwork suggests the wearer’s marital status, and the tiny talismans on the fighter’s front tabard - a fertility doll, a piece of jade or amethyst perhaps – are symbolic of the wearer’s skill set and spirituality. “I imagined that there would be special Wakandan artisans in charge of creating the Dora Milaje’s armour,” Carter clarifies. “Once a girl reached that special level of fighting, the artisans would create her bespoke armour and present her with it in a ceremony.”



The vivid shade of the Dora Milaje’s armour is the culmination of the bold reds Carter saw on her travels in South Africa. “I wanted to enhance the tone of the red, so if you saw four fighters standing together, four felt like 10, because of the strength and saturated nature of the colour.” The rich leather, laced and bound with heavy thread to form a textured second-skin for the Dora Milaje, was painstakingly crafted using a centuries-old technique she discovered while researching.



Nakia's (Lupita Nyong'o) costumes had to be hand-painted different shades of green to link back to the colour of her river tribe. And if there are costumes where past techniques have been used, there are also some superhero innovation. “Take queen Ramonda, played by Angela Bassett,” Carter shares. “She is the leader of a forward-thinking nation that has greater technology than anywhere else, so her costume had to be grandiose.” Her shoulder mantle was made from special fibres forged together in the world’s largest 3-D printer in Belgium. Her crown, another technological weaving feat, “had to be totally cylindrical, so, unlike the hand-crafted uniforms of her armed forces, it would stand out for its pure perfection".



Carter began her research in June 2016, filming started in January 2017, and had wrapped by May 2017. “A lot of things had never been done before and were in the prototype stages,” she continues, while "clasps and buckles that we agonised over for authenticity could have actually been fashioned with Velcro."



But such dedication promises to give Carter great recognition for her work, if the industry predictions are correct she has a good chance of being nominated for an Oscar in 2019, which would put her in the queue to be the first woman to take the prize home of best costume in a superhero movie. “In the current climate," she muses, "superheroes give people hope." It is worth adding that if Carter wins, she will be the first African-American woman to score an Oscar for the first cinematic depiction of a black superhero. Once again Black Panther shows the importance of its reflection in today's society.

Comentários


PROCURE POR TAGS: 

On The Road by Juliana Schmidt. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page