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Mulher-Maravilha

  • 18 de jun. de 2017
  • 2 min de leitura


Patty Jenkins tinha alguns grandes desafios pela frente ao aceitar dirigir um longa sobre a Mulher-Maravilha, a começar pelo fato de ser uma mulher no comando de um filme de ação, além de ter uma novata no papel principal e do risco ligado ao fato de esse ser o primeiro filme de super-heróis a ter uma mulher como protagonista.


Podia ser um completo fracasso, mas Jenkins soube trabalhar bem com as cartas que tinha na mesa e conseguiu construir um filme de super-heróis mais realista e delicado. A história da Amazona com poderes incríveis só havia sido adaptada anteriormente na década de 70 quando Lynda Carter deu vida a Diana Prince para a série de TV sobre a heroína.


A seu favor a diretora tinha o timing, estamos numa época em que muito se discute a igualdade de gêneros, então porque não trazer essa mulher de incrível força para as telonas, e parece que foi exatamente deste princípio que ela partiu.


O sucesso do filme se deve, mais do que a uma boa história, ao fato de não subestimar a inteligência de ninguém, enquanto muitos longas de super-heróis caem em clichês, Mulher-Maravilha tem o equilíbrio perfeito entre humor e drama, romance e ação e tudo flui com muita leveza.


O mais interessante do longa é que mesmo centrado numa história repleta de fantasia é bastante realista e humano, tendo críticas pontuais e eficazes a sociedade, sendo portanto um filme que faz refletir. Com um ótimo elenco, personagens fortes e incríveis efeitos especiais a história da Mulher-Maravilha recebe o destaque merecido.


Talvez o mais interessante do filme seja a construção dos personagens e a importância dada a esse fator, desde o crescimento de Diana acompanhado de perto, até sua relação com a espião Steve Trevor, que traz uma inversão de papéis divertida, mas que toca da ferida daqueles que ainda veem a mulher como um objeto e que esperam dela submissão.



Tendo como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial, mas sempre mantendo uma conexão com a raiz grega da história das amazonas o figurino do filme é tão maravilhoso quanto sua protagonista. O traje da princesa de Temiscira, já havia sido criado pelo designer de “Batman vs Superman”, Michael Wilkinson, mas mesmo assim a figurinista Lindy Hemming foi fundamental para dar veracidade a história criando para Diana um visual que mistura as referências gregas ao estilo de 1918, trabalho que necessitou de uma ampla pesquisa histórica. Quanto aos demais personagens mais do que recriar o visual da época, Hemming respeitou as características de cada um. Segundo a figurinista: “Um bom figurino faz parte da história de uma forma com que a audiência assimile como verdade e não o questione durante a exibição”.


Um filme sobre mulheres incríveis na frente e por trás das câmeras, que equilibra com perfeição a força e a delicadeza através de sua protagonista e de sua história, tornando impossível sair do cinema sem desejar, pelo menos um pouquinho, ser uma Mulher-Maravilha.



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