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Entre e Seja Bem-Vindo

  • 19 de abr. de 2017
  • 3 min de leitura


Esqueça suas preocupações, supere seus medos e, principalmente, deixe os preconceitos de lado, se você vem a Londres essas são as metas que você deve ter em mente.


A escolha de estudar aqui se deu por uma questão de conveniência e amor, na soma foi o que deu certo para mim. As datas dos cursos da Central Saint Martins e os assuntos abordados unidos ao fato de eu já conhecer Londres (na primeira vez vim a passeio) e ter domínio do inglês foram fatores que pesaram em minha escolha.


Como gosto de escrever, mas também amo produção de moda optei por dois cursos: um de Jornalismo de Moda e outro de Styling. Com isso decidido, passei a pensar em onde ficaria durante os dois meses em que estarei estudando e a opção mais barata e conveniente foi um hostel. Tantas novidades me deixaram sem saber o que esperar, como já havia estudado Design de Moda por duas semanas na Parsons em Nova York à seis anos atrás estava esperando algo parecido: Encontrar pessoas legais, mas ter na experiência do curso aquilo que iria fazer a diferença para mim. O que eu não tinha levado em conta é o quando a cultura pode ser diferente mesmo em dois lugares que possuem diversas semelhanças. Nesses quatro dias em que estou aqui me deparei com gentileza desde o exato momento em que pisei no aeroporto.


Londres é tão incrivelmente diferente de tudo o que fomos acostumados, aqui há um senso comum de inclusão e altruísmo, e juro que não estou ganhado nada para falar bem deles. Sinto que devo dizer que amo Nova York, mas lá é muito mais fácil se sentir excluído e distante de tudo e de todos... Por exemplo, lá se você sair com uma melância na cabeça quase ninguém vai te ver e quem ver vai te julgar, aqui poucas pessoas vão reparar, mas talvez algumas até te acompanhem, além disso, será muito difícil que alguém te julgue por isso. Há um senso incrível de pertencimento, e isso é o que te faz se sentir em casa.


Enquanto escrevo esse relato estou observando o pessoal entrar na biblioteca e se uma pessoa bloqueia a passagem da outra sem querer ela para imediatamente para se desculpa e sai da frente rapidamente, é da natureza de quem vive aqui assumir a culpa e não passá-la para frente. E não estou falando só de quem nasceu aqui, basta estar aqui por um tempo para adquirir esse senso. Até agora conheci mais imigrantes do que ingleses propriamente ditos, acho que isso acontece porque todos são bem recebidos, uma coisa leva a outra como uma grande onda, afinal como dizem por ai gentileza gera gentileza.


Hoje, para minha surpresa me deparei com banheiros, aqui na faculdade, que trazem a representação do homem e da mulher juntos, na hora não parei para pensar muito no significado, mas caminhando por aqui vi num quadro de avisos que tratam-se de banheiros de "gênero neutro" uma medida tão simples e tão incrível que funcionaria tão bem no mundo todo.


Outro dia, fui descer do metrô em horário de pico e demorei para levantar do banco então quem estava entrando não esperava que eu descesse naquele momento, quando a moça que vinha na frente me viu segurou todo mundo e todos abriram espaço para mim... Depois de morar em São Paulo por três anos sei que se algo assim acontecesse por lá provavelmente seria levada pela multidão e, na melhor das hipóteses, nem conseguiria descer na estação e acabaria toda roxa.


Tenho muito tempo pela frente por aqui, mas vejo um horizonte sorrindo e me aguardando de braços abertos bem ali na frente. Para quem já perdeu as esperanças na humanidade sugiro uma passadinha por Londres.


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