Domingo nublado para o Paris 6
- 31 de mai. de 2015
- 2 min de leitura
Sempre quis conhecer o Paris 6 , a expectativa era enorme. Passamos várias vezes na frente, mas sempre desistimos pelo tamanho da fila de espera. Eu e minha amiga Isabela chegamos lá por volta das 16h30, tínhamos esperança de não pegar muita fila, mas a espera foi de 20 mesas.

O ambiente é convidativo e bastante agradável, há todo um cuidado com a decoração que mistura traços de arquitetura nouveau e decó. Após em média uma hora entramos, e a experiência é de realmente ser transportado para Paris. Ao chegarmos à mesa o primeiro incomodo, o fato de não encontrarmos um lugar próprio para colocar as bolsas e só com a ajuda de um garçom percebermos a existência de um gancho mal colocado sob a mesa no qual a bolsa fica batendo na perna e em nada facilita a vida do garçom que ainda sim continuou tropeçando nelas. A mesa é muito pequena e não comporta o enorme cardápio.
Pedimos um vinho francês recomendado pelo maître, que por sinal foi uma ótima escolha. Escolhemos também uma entrada “Mini Vol-Au-Vents de Brie Et Apricot à “Sandra de Sá””, massa folhada com recheio de brie e cobertura de geléia de damasco após algum tempo de espera a entrada chegou a apresentação “parecia” bonita, mas com uma segunda olhada percebemos que dois folheados estavam queimados. Ao reclamarmos com o garçom ele foi conversar com o chef e nos trouxe mais algumas entradas como pedido de desculpa. Mesmo os que não tinham passado do ponto não estavam tão gostosos, a geléia é muito doce e o folhado muito seco, não recomendo esse prato.

“Mini Vol-Au-Vents de Brie Et Apricot à “Sandra de Sá””, queimados.
Passamos então para o prato principal, minha amiga optou por outra entrada “Vol-Au-Vent de Crevettes à “Bruno Motta”, clássico francês recheado de bechámel com camarões, cogumelos e camarão rosa grelhado, acompanhado de folhas frescas e eu escolhi “Gnocchi de Brie et Quatre Fromages à “Marina Ruy Barbosa””, gnocchi em bolotas recheadas de queijo brie, servido na panela de ferro, gratinado no forno aos quatro queijos, ao começar a comer confesso que já não amei o prato, mas continuei afinal pagaria por essa escolha, não consegui chegar ao final e logo de cara comecei a me sentir cheia, minha amiga percebendo meu desconforto resolveu provar o gnocchi e tampouco gostou do sabor, o prato dela estava bom, porém a massa estava dura. Nosso grande desejo era experimentar o tão comentado grand gateau, mas comecei a passar tão mal, que nem sequer tivemos a possibilidade de provar a famosa sobremesa. Vendo meu estado, Isabela pediu a conta e o preço em nada vale a refeição, sem a sobremesa chegamos a um valor próximo dos quatrocentos reais, preço do qual não reclamaríamos de pagar se o restaurante realmente cumprisse com o proposto. Se busca um ambiente, likes no instagram ou como define o dono Isaac Azar “uma experiência” talvez valha a pena, mas se busca a gastronomia...







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